Água e floresta: a base da segurança alimentar
Da nascente ao prato, a água percorre um longo caminho que sustenta a vida nas florestas e no campo e garante o alimento em nossa mesa. Essa jornada começa longe das cidades, nos ecossistemas que abastecem os rios. No Brasil, mais de setenta por cento da água doce é usada na agricultura, e a saúde dos nossos rios está diretamente ligada à segurança alimentar de todos.
Um estudo realizado pelo movimento Viva Água − liderado pela Fundação Grupo Boticário em parceria com dezenas de instituições – entre elas, o Projeto ProAdapta e a Sanepar, na bacia do rio Miringuava, no Paraná, revelou que durante a seca áreas degradadas perderam até cinquenta e dois por cento do volume dos rios, enquanto regiões com florestas bem preservadas tiveram redução de apenas seis a onze por cento.
Um alerta importante mostra que, até 2040, a disponibilidade de água nas principais bacias brasileiras pode cair até quarenta por cento. Quando a terra perde sua capacidade de reter água, os rios secam e o campo sofre.
A resposta para esse desafio está na natureza. Recuperar ecossistemas não é apenas cuidar do meio ambiente, é garantir nosso futuro. Iniciativas como o Movimento Viva Água têm demonstrado na prática como a restauração florestal, a proteção de nascentes e as práticas agrícolas sustentáveis podem transformar realidades.
No Paraná, por exemplo, o Sistema de Plantio Direto de Hortaliças, que prioriza solo pouco revolvido, cobertura permanente e rotação de culturas, tem produzido mais com menos água e menor impacto ambiental.
Ao escolher alimentos da estação, de produtores locais e com práticas sustentáveis, você ajuda a reduzir a pressão sobre os rios e nascentes. É um ciclo virtuoso, quem protege a natureza, garante a água; quem garante a água, garante o alimento.
As trilhas, nascentes e áreas são parte de um sistema vivo que alimenta bacias hidrográficas essenciais para São Bernardo do Campo e região. A cada visita ao Parque Ecológico Imigrantes, você contribui para a conservação desses ecossistemas e para a manutenção do ciclo da água que sustenta a vida. Apoiar agricultores locais e orgânicos, valorizar iniciativas de conservação e restauração é ajudar a proteger a Mata Atlântica.
Fontes: Reportagem da Superinteressante (ed. 483, jan/2026) e Movimento Viva Água.
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