Integração de políticas de saneamento, clima e conservação: um caminho necessário
A crise hídrica e climática que se intensifica em diversas regiões do mundo já compromete dois terços das principais bacias hidrográficas globais, segundo relatório da Organização Meteorológica Mundial, e no Brasil esse alerta é especialmente relevante para a Mata Atlântica, bioma que concentra grande parte da população e da economia nacional.
Os rios que nascem e percorrem essa floresta abastecem milhões de pessoas, mas estão cada vez mais pressionados pela degradação ambiental e pela poluição.
Investir em saneamento básico é essencial, mas não basta se não houver conexão direta com a proteção dos mananciais e o reflorestamento das áreas degradadas. O tratamento de esgoto e a gestão de resíduos sólidos precisam caminhar junto com a preservação das nascentes e da vegetação nativa, pois não há segurança hídrica sem conservação.
Ao mesmo tempo, os efeitos das mudanças climáticas já se fazem sentir em eventos extremos como secas prolongadas e enchentes, que afetam diretamente a qualidade da água e a capacidade de abastecimento. A vegetação nativa funciona como barreira natural contra erosões e enchentes e contribui para a regulação do clima local, mostrando que conservação e adaptação são inseparáveis.
O futuro exige planos integrados de gestão hídrica que envolvam municípios, estados e União, além de investimentos em tecnologias de saneamento mais limpas e eficientes e em educação ambiental que conscientize a população sobre o uso racional da água.
A integração entre saneamento, clima e conservação deixou de ser uma opção e tornou-se uma necessidade estratégica para garantir o futuro das cidades e da biodiversidade. No Parque Ecológico Imigrantes, cada trilha, nascente e área reflorestada é um exemplo vivo de como essa integração pode se transformar em ação concreta, protegendo os recursos naturais e assegurando qualidade de vida para todos.
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