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Cidades mais seguras começam pelas árvores bem cuidadas

As árvores urbanas são fundamentais para a qualidade de vida nas cidades: oferecem sombra, embelezam as ruas, refrescam o ambiente e melhoram o ar que respiramos. Mas, para que continuem trazendo esses benefícios sem representar riscos durante eventos climáticos extremos — como ciclones e tempestades — é indispensável investir em manejo adequado, monitoramento contínuo e cuidados especializados. Cuidar das árvores é, acima de tudo, cuidar da segurança e do bem-estar de toda a cidade.

A manutenção preventiva não é apenas uma questão de estética ou ecologia, mas sobretudo de segurança pública. A importância desse cuidado torna-se especialmente clara quando ventos fortes começam a soprar. Galhos secos, árvores doentes ou com raízes comprometidas podem se partir ou tombar, causando uma série de danos.

Esses acidentes podem atingir veículos e imóveis, interromper o fornecimento de energia elétrica ao derrubar fios, ferir pedestres e, de forma crítica, obstruir vias que poderiam ser rotas de fuga ou acesso para equipes de emergência.

Além disso, raízes mal direcionadas ou que já danificaram calçadas e tubulações subterrâneas podem agravar os estragos durante as inundações que frequentemente acompanham os ciclones, tornando o cenário ainda mais perigoso e caótico.

Os benefícios de uma arborização urbana bem cuidada vão muito além da prevenção de acidentes. Árvores saudáveis e bem manejadas atuam como barreiras naturais, reduzindo a velocidade dos ventos fortes.

Suas copas e raízes ajudam a controlar enchentes, interceptando e absorvendo a água da chuva. Elas proporcionam sombreamento que ameniza as ilhas de calor urbanas, melhoram a qualidade do ar e contribuem para o conforto térmico e o bem-estar psicológico da população.

Boa parte da cidade São Bernardo do Campo (SBC) − onde está localizado o PEI − possui vegetação nativa de Mata Atlântica. Quase 47% do seu território possui áreas arborizadas. E essa vegetação influencia diretamente nas condições climáticas da cidade, como umidade, temperatura, iluminação e quantidade de oxigênio no solo.

Já São Paulo, a maior cidade da América do Sul, e vizinha a SBC, segundo dados da SVMA (Secretaria do Verde e Meio Ambiente), possui 652 mil árvores em praças, calçadas e canteiros centrais. Ou seja, as cidades precisam gerir a vegetação urbana com muito mais seriedade.

Para mitigar esses riscos, algumas medidas de manejo são fundamentais. Em primeiro lugar, as podas técnicas e regulares realizadas por profissionais capacitados permitem remover galhos mortos, doentes ou estruturalmente fracos, além de equilibrar a copa da árvore para que ela ofereça menos resistência ao vento.

A seleção das espécies no momento do plantio é outra etapa crucial; deve-se dar preferência a árvores nativas, já adaptadas ao clima e ao solo da região, e considerar o porte definitivo que a árvore atingirá, evitando plantar espécies de grande porte sob fiação elétrica ou muito próximas a construções.

É necessário realizar avaliações periódicas de risco, com inspeções visuais e até o uso de tecnologias que verifiquem a saúde interna do tronco, principalmente antes do início da estação mais propícia a tempestades.

Foto: rua Sena Madureira, em São Paulo, imagem trabalhada a partir de captura google maps.

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