Verão atípico
O verão, no Brasil, se inicia em 21 de dezembro de 2025, às 12h03 (de Brasília), segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Se a estação seguir a tendência da primavera, com temperaturas atipicamente baixas, com geadas em regiões inesperadas e um céu frequentemente nublado, fruto da chegada do fenômeno La Niña, é provável que o verão não seja tão quente quanto os dos últimos anos.
La Niña é o nome dado ao fenômeno climático-oceânico caracterizado pelo resfriamento anormal das águas do Pacífico. Ele tem origem na região do Pacífico Equatorial, na zona intertropical do planeta, e provoca alterações sazonais na circulação geral da atmosfera, podendo durar de nove a 12 meses. Sua ocorrência se dá entre períodos de dois a sete anos.
No Brasil, o fenômeno causa chuvas intensas nas regiões Norte e Nordeste e seca no Sul do país, com altas temperaturas. Os efeitos nessas regiões do país são bem conhecidos e já esperados quando se detecta a formação do fenômeno. Entretanto, a maneira como as alterações atmosféricas afetam as regiões Centro-Oeste e Sudeste não é clara, tampouco previsível.
O fenômeno costuma causar enchentes, tempestades mais intensas e episódios de frio e neve fora de época em outros países. O resultado costuma ser uma combinação perigosa de secas prolongadas em algumas regiões do planeta e chuvas excessivas em outras.
Especialistas apontam que, embora o La Niña seja um fenômeno natural e cíclico, sua interação com as mudanças climáticas em curso pode estar intensificando esses eventos. A atmosfera mais quente retém mais umidade, potencializando as chuvas que acompanham as passagens de frente fria.
Infografia: Vinicius G Rocha
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