O impacto do novo El Niño no inverno brasileiro
O inverno começou oficialmente às 5h24 do dia 21 de junho, trazendo dinâmicas climáticas atípicas para grande parte do Brasil. De acordo com reportagem publicada pela Agência Brasil, a nova temporada será influenciada pelo retorno do fenômeno El Niño — caracterizado pelo aquecimento incomum das águas equatoriais do Oceano Pacífico.
Confirmado pela Agência Nacional para Oceanos e Atmosfera (NOAA) dos Estados Unidos, o fenômeno promete alterar os padrões de temperatura e precipitação esperados para os próximos meses, estendendo seus efeitos pelo país.
Para a região Sudeste, a presença do El Niño atua como uma espécie de bloqueio atmosférico. Segundo Melquizedek Rafael Duarte da Silva, meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), esse bloqueio se concentra principalmente próximo ao estado de São Paulo, impedindo que as frentes frias avancem com intensidade total em direção ao Sudeste e ao Centro-Oeste.
Como consequência direta, a previsão indica que teremos dias com temperaturas sensivelmente mais elevadas do que a média histórica para esta época do ano, resultando em um inverno menos rigoroso e com episódios de frio menos frequentes.
Além disso, as alterações climáticas globais têm tornado as previsões de longo prazo mais complexas, já que períodos de estiagem ou de calor extremo, que antes duravam poucas semanas, agora tendem a se prolongar por meses.
Embora o inverno no Sudeste seja marcado por marcas térmicas mais altas, o El Niño também acende o alerta para a ocorrência de eventos extremos em estados vizinhos, como chuvas excessivas na região Sul e seca severa no Norte e Nordeste.
< Voltar