Da família da Jabuticaba, Guaburiti desempenha papel ecológico fundamental
O Guaburiti, também conhecido como Guaramirim ou Cambucá-peixoto, é uma árvore frutífera nativa brasileira. Pertencente à família botânica Myrtaceae, a mesma da jabuticaba, do cambucá, da goiaba e da pitanga. A espécie é encontrada em estados do Sul e Sudeste chegando até partes do Nordeste e Norte, além de matas de galeria na Argentina, Paraguai e Uruguai.
Embora seja considerada uma arvoreta incomum e de ocorrência esporádica na natureza, seu status de conservação atual está na categoria menos preocupante. O termo latino de seu nome científico significa dos rios, o que reflete diretamente o seu habitat favorito na natureza, que são as margens de rios e áreas úmidas da Mata Atlântica, como do Parque Ecológico Imigrantes, do Cerrado e da Caatinga.
A árvore apresenta características morfológicas muito marcantes, com um porte que varia geralmente de seis a doze metros de altura, podendo atingir até quinze metros em condições ideais na mata aberta. Seu tronco é curto, frequentemente ramificado desde a base com casca clara, e sustenta uma copa muito densa, arredondada e verde-escura que se assemelha perfeitamente à silhueta de uma jabuticabeira.
As folhas são grossas, opostas e brilhantes, chamando a atenção no paisagismo por conta do visual ornamental de sua brotação nova, que apresenta uma belíssima coloração róseo-avermelhada quando as folhas jovens começam a nascer.
Os frutos do Guaburiti são esféricos e pequenos, com cerca de dois centímetros de diâmetro, mudando de cor conforme amadurecem ao passar do verde para o avermelhado até atingirem um tom roxo-escuro quase negro. A polpa é translúcida, aquosa e muito suculenta, oferecendo um excelente equilíbrio entre o ácido e o doce que lembra muito a jabuticaba e é frequentemente comparado ao sabor delicado da lichia.
Embora o consumo seja majoritariamente feito ao natural direto do pé, os frutos servem para os mesmos preparos culinários da jabuticaba, como o feitio de geleias, sucos, licores e doces.
No que diz respeito ao cultivo e cuidados, a planta é altamente adaptável e se desenvolve muito bem tanto em climas tropicais quentes quanto em áreas subtropicais sujeitas a geadas e frio.
O plantio deve ser feito preferencialmente a pleno sol, embora a arvoreta tolere condições de meia-sombra, exigindo solos ricos em matéria orgânica e com ótima capacidade de retenção de umidade, já que a espécie não gosta de secas prolongadas.
Além de todo o seu potencial ornamental e frutífero, o Guaburiti desempenha um papel ecológico fundamental, sendo uma árvore indispensável em projetos de reflorestamento e quintais voltados à conservação devido à sua grande capacidade de atração de fauna, atraindo uma enorme quantidade de aves nativas como jacus, saíras, sanhaços e tangarás que adoram se alimentar de seus frutos.
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