Tuim: pássaro é presença vibrante na Mata Atlântica
O tuim (Forpus xanthopterygius) é conhecido como a menor espécie da família dos psitacídeos (a mesma dos papagaios, periquitos e araras) no Brasil, medindo cerca de 12 centímetros de comprimento e pesando pouco mais de 25 gramas.
Apesar do tamanho diminuto, essa ave possui uma presença vibrante e inconfundível. Sua plumagem é verde-brilhante, mas a espécie apresenta um marcante dimorfismo sexual. Enquanto os machos ostentam detalhes em tom azul-violeta intenso nas asas e na região do dorso, as fêmeas mantêm o corpo quase inteiramente verde, com nuances amareladas na cabeça.
De comportamento gregário, os tuins costumam andar em casais ou em pequenos bandos ruidosos, comunicando-se por meio de piados agudos e rápidos enquanto voam em zigue-zague entre as copas das árvores.
Na Mata Atlântica, o tuim encontra um de seus principais e mais importantes habitats. Ele se destaca por sua enorme capacidade de adaptação aos múltiplos estratos desse bioma, ocupando desde as bordas de florestas preservadas e clareiras até vegetações secundárias, capoeiras e áreas agrícolas rurais.
Com o avanço da urbanização sobre o domínio atlântico, o tuim demonstrou uma versatilidade surpreendente, tornando-se uma figura frequente em praças, parques urbanos e arborizações de grandes cidades inseridas na região costeira e interiorana do bioma.
Sua presença na Mata Atlântica cumpre um papel ecológico relevante na dinâmica vegetal, pois sua dieta é baseada em sementes, brotos, flores e pequenos frutos de árvores nativas, como as embaúbas e as figueiras.
Para formar um ninho, o tuim aproveita ocos naturais em troncos velhos, cupinzeiros arborícolas ou até mesmo cavidades abandonadas por pica-paus, utilizando os recursos estruturais que a floresta oferece. Assim, mesmo diante da fragmentação histórica da Mata Atlântica, a espécie segue prosperando graças à sua agilidade, hábitos alimentares flexíveis e forte interação com a flora local.
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