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Levantamento da fauna no PEI aponta a presença de animais de médio e grande porte

Com o objetivo de traçar um panorama detalhado da fauna local e fortalecer as ações de preservação em uma das regiões de maior biodiversidade do país, a Mata Atlântica, o Parque Ecológico Imigrantes (PEI), deu início a um projeto de levantamento e registro das espécies que habitam a área.

A iniciativa do parque visa mapear a vida silvestre e a presença de animais de médio e grande porte, recorrendo a metodologias que ajudarão no futuro a entender a dinâmica ecológica do território.

Apesar de o trabalho estar no início, entre as espécies registradas, até o momento, estão a Anta (Tapirus terrestres), Cachorro do mato (Cerdocyon thous), Macuco (Tinamus solitarius), Uru-capoeira (Odontophorus capueira), Gambá (Didelphis albiventris).

De acordo com a consultora ambiental, Marina Lapenta, responsável pelo projeto, “o trabalho consiste em um levantamento de fauna, por esse motivo não estudamos as interações entre os animais. Mas com certeza a presença de algumas espécies indica uma boa integridade da área”.

Doutora em ecologia terrestre, primatóloga e mastozoóloga, Lapenta explica que, entre as técnicas utilizadas para fazer os registros, está utilizando as armadilhas fotográficas, que captam imagens conforme os animais se movimentam. “Essas armadilhas deram ótimo retorno. Já para as espécies arbóreas, como o macaco Bugio, o registro é realizado por visualização”.

Segundo Davi Costa, gerente operacional do PEI, “o levantamento será importante para saber quais espécies ocorrem no entorno. A ideia é que esses dados nos auxiliem em eventuais ações de preservação de fauna e que constem no plano de manejo do parque”.

Lapenta conta que registrou duas espécies estritamente carnívoras que são o cachorro do mato e o gambá. “Apesar de serem de pequeno e médio porte, indicam que a fauna do parque apresenta diversos níveis na sua cadeia trófica. E, se os carnívoros do topo da cadeia estão presentes, consequentemente existe a presença de níveis inferiores de presas disponíveis”, ressalta.

A consultora espera que o levantamento sirva como fonte de informações para maior conhecimento da mastofauna local. Além de catalogar as espécies nativas, os dados coletados no levantamento servirão como ferramenta para colaborar com políticas públicas de proteção animal, desenvolvimento científico e na expansão do conhecimento sobre a biodiversidade local.

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