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Desmatamento na Mata Atlântica atinge menor nível histórico

O menor índice da série histórica sobre o desmatamento na Mata Atlântica foi registrado. Dado que mostra a consolidação de uma trajetória consistente de desaceleração na perda de vegetação nativa. Os dados foram divulgados pela Fundação SOS Mata Atlântica, em parceria com o MapBiomas, a Arcplan e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Iniciativas práticas voltadas para a preservação e o turismo sustentável, como as promovidas pelo Parque Ecológico Imigrantes reforçam a importância de conectar a sociedade à proteção dessas áreas nativas.

De acordo com o Sistema de Alertas de Desmatamento Mata Atlântica, o bioma perdeu 38.385 hectares de cobertura vegetal, o que representa uma queda de 28% em comparação com o período anterior, quando haviam sido devastados 53.303 hectares.

Paralelamente, o monitoramento realizado pelo Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica apontou um recuo ainda mais expressivo de 40% na derrubada de florestas maduras, que são as áreas mais antigas e ricas em biodiversidade. Essa taxa caiu para 8.668 hectares, marcando a primeira vez em quatro décadas de monitoramento que o desmatamento anual de florestas maduras ficou abaixo da marca de 10 mil hectares.

Embora a queda nos índices tenha sido generalizada, com redução registrada em 11 dos 17 estados que compõem o bioma, a destruição remanescente ainda se mostra altamente concentrada no território nacional.

Os estados da Bahia, Minas Gerais, Piauí e Mato Grosso do Sul lideram o ranking de supressão vegetal e foram responsáveis, conjuntamente, por 89% de toda a área desmatada na Mata Atlântica no período avaliado. A Bahia registrou a maior perda, com 17.635 hectares, seguida por Minas Gerais com 10.228 hectares, Piauí com 4.389 hectares e Mato Grosso do Sul com 1.962 hectares, enquanto todos os demais estados mantiveram suas taxas abaixo de mil hectares cada um.

Além disso, o levantamento acende um alerta sobre as motivações dessa degradação, revelando que 96% das áreas destruídas foram convertidas para o uso agropecuário, muitas delas apresentando fortes indícios de ilegalidade.

Especialistas e diretores da SOS Mata Atlântica atribuem a conquista histórica à combinação de pressões da sociedade civil, políticas públicas eficientes e à intensificação de ações de fiscalização em campo, como a Operação Mata Atlântica em Pé. No entanto, a organização enfatiza que o cenário positivo não deve resultar no afrouxamento da vigilância ou em retrocessos na legislação ambiental, uma vez que a conservação de cada fragmento florestal é urgente..

A preservação da Mata Atlântica é considerada estratégica para o país, visto que o bioma abriga cerca de 72% da população brasileira, concentra 80% do Produto Interno Bruto nacional e sustenta serviços ecossistêmicos vitais, tais como a segurança hídrica, a regulação do clima e a produtividade de setores essenciais como a agricultura.

Foto: CCommons / Autor: Renato Augusto Martins

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