30% dos municípios brasileiros não possuem planos de prevenção de desastres
Enchentes, deslizamentos, tempestades e períodos prolongados de seca estão entre os desafios enfrentados pelas cidades brasileiras diante das mudanças climáticas. Apesar dos riscos crescentes, pelo menos três em cada dez municípios do país ainda não possuem planos de contingência para enfrentar desastres.
O dado faz parte de uma pesquisa divulgada pela Agência Fapesp, que também identificou que 37% das cidades não contam com sistemas próprios de alerta para situações de emergência.
O levantamento evidencia a necessidade de ampliar os investimentos em prevenção, planejamento urbano e proteção ambiental diante de eventos climáticos extremos e reforça a importância da preservação de áreas verdes e da educação para a construção de cidades mais resilientes
O estudo, desenvolvido no âmbito do projeto Capacidades Organizacionais de Preparação para Eventos Extremos (Cope), financiado pela Fapesp, reuniu respostas de 2.289 municípios, o equivalente a 41% das cidades brasileiras.
Publicada na revista científica Disaster Risk Science, a pesquisa identificou dificuldades relacionadas à escassez de recursos financeiros, equipes técnicas reduzidas e baixa participação da população nas estratégias de prevenção.
Os resultados mostram que enfrentar os efeitos das mudanças climáticas exige não apenas tecnologias de monitoramento, mas também políticas públicas permanentes e maior envolvimento da sociedade.
Nesse cenário, a preservação das florestas e das áreas verdes ganha ainda mais importância. A vegetação exerce funções fundamentais para o equilíbrio ambiental, contribuindo para a infiltração da água no solo, a regulação da temperatura e a proteção contra processos erosivos.
Em regiões como a Serra do Mar, onde a Mata Atlântica ocupa encostas e áreas de elevada pluviosidade, a conservação da cobertura vegetal é especialmente relevante para a estabilidade do solo e a manutenção dos recursos hídricos. Embora a preservação florestal não elimine os riscos associados aos eventos extremos, ela integra as estratégias de adaptação e redução de seus impactos.
Esse compromisso com a conservação e a conscientização ambiental também orienta a atuação do Parque Ecológico Imigrantes, que alia a preservação da Mata Atlântica à educação ambiental, aproximando os visitantes do conhecimento sobre a floresta e sua importância para o equilíbrio do meio ambiente.
Foto: Teresopolis (RJ) – Vladimir Platonow/ABr (Wikipedia Commons)
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